Procuramos financiamento para concretizar os nossos projetos ou construímos projetos para aproveitar os financiamentos disponíveis?
E se olhássemos para os programas de financiamento não apenas como instrumentos para pagar atividades, mas também como oportunidades para repensar o que fazemos, com quem trabalhamos e o que queremos transformar?
Esta é a provocação que serve de ponto de partida para uma conversa sobre angariação de recursos na Cultura.
O financiamento é essencial para concretizar ideias e desenvolver projetos, mas não deve ser aquilo que determina a missão de uma organização cultural. Pode, no entanto, ajudar-nos a alargar horizontes, descobrir novas possibilidades de intervenção e construir relações de cooperação.
E se, em vez de começarmos por perguntar «que financiamentos estão disponíveis?», começássemos por perceber o que queremos fazer, para quem, com quem e que recursos precisamos realmente de mobilizar?
A partir de experiências concretas, vamos explorar algumas oportunidades oferecidas por programas nacionais e europeus, como o Erasmus+, Europa Criativa e Interreg, e refletir sobre a importância das parcerias, das redes de cooperação e da mobilização de recursos que vão muito além do financiamento disponível.
Porque angariar recursos também é identificar competências, partilhar conhecimentos, aproximar pessoas e instituições e transformar contactos em parcerias e ideias em projetos.
Mais do que apresentar uma lista de financiamentos, esta sessão pretende abrir uma conversa sobre a forma como pensamos e desenvolvemos os nossos projetos culturais, como procuramos os recursos necessários para os concretizar e como podemos transformar oportunidades pontuais em relações duradouras e estratégias de sustentabilidade.
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